O TRISTE VINTE DE JANEIRO
21-01-2011 21:30
O dia 20/01/2011 entra para a história do São Paulo como um dia nebuloso, triste, onde a vontade de uma única pessoa passa por cima de mais de 16 milhões de torcedores espalhados pelo país e pelo mundo. É o dia em que o São Paulo vira uma espécie de Venezuela, submetida a vontade de um senhor, de um suserano que vê o São Paulo como seu feudo e os pares de seu grupo político como um bando de marionetes que lhe servem de escada, para que ele se aproprie de uma história que no dia 25/01, para quem como eu considera 1930 como a nossa data de fundação, chegará a 81 anos. Se aquele São Paulo da Floresta nascido em 1930, que teve uma porção de conselheiros que fizeram de tudo para que o clube fosse vendido para que eles se locupletassem com o espólio do clube e do que fosse amealhado pelo campo da Floresta, de certa maneira serviu para que surgisse em 1935 um São Paulo mais responsável e com com gente apaixonada em seu comando. Depos do dia de ontem, o que podemos esperar do São Paulo do futuro? Certa vez ouvi do genro desse senhor que ele preocupava-se sobremaneira com o futuro do clube sem a presença de JJ, talvez um argumento que agora possa vir a ser usado, que decreta para todos que tiverem o mínimo de entendimento, que o São Paulo Futebol Clube não tem outros quadros competentes para administrá-lo. É papel de todo grande líder a criação de outras lideranças para o futuro, a delegação de poder e o desapego a esse mesmo poder, pois não tendo nenhuma dessas 3 qualidades, o tal líder não passa do que hoje enxergo em Juvenal Juvêncio, um mero ditador de araque que quer transformar o São Paulo em seu quintal, passando por cima da história desse clube e das gerações de antigos presidentes que marcaram história na condução do Tricolor. Se o São Paulo é um clube rico por suas conquistas e pelos grandes ídolos que passaram por aqui, também é rico pela qualidade de seus administradores, gente como Cícero Pompeu de Toledo, Laudo Natel, Henry Aidar, Antônio Leme Nunes Galvão, Marcelo Portugal Gouvêa, entre muitos outros. A tida diferenciação do São Paulo surgiu por essa sensação que os problemas são tratados internamente e principalmente, pelo caráter democrático que sempre norteou os princípios estatutários do nosso Tricolor. Laudo Natel foi quem ficou mais tempo, mas por única e exclusiva decisão do Conselho da época, que elegia POR ACLAMAÇÃO o nosso Grande Benemérito, que conduziu maravilhosamente a construção de nosso estádio e no período não ganhou um único título sequer. Mas a torcida e o Conselho sabiam que o objetivo daquela época era outro, erguer o gigante que traria a sustentabilidade para o futuro do clube, e tinham o perfeito entendimento que a competente condução de Laudo ainda era necessária. O mais lamentável de tudo é o silêncio dos situacionistas contrários a isso (eles existem), além de vermos uma oposição fraca e sem discurso, que cogita até mesmo não ter um candidato para disputar com Juvenal Juvêncio, por um entendimento de que não poderiam disputar uma eleição que eles mesmo irão contestar na Justiça. A minha esperança é que ainda apareça alguém do lado da situação que demonstre o incômodo com tal golpe e lance sua candidatura e até mesmo algum candidato oposicionista que tenha coragem de colocar o dedo na ferida. Não precisam ganhar a eleição, mas precisam expor as mazelas para o futuro do clube que tal novo mandato para JJ trará. Amanhã participarei de uma entrevista para o Blog com um desses conselheiros e acredito que tal entrevista será muito interessante. Da minha parte procurarei aglutinar apoios junto aos espaços na internet e junto aos torcedores, para que possamos demonstrar para a mídia que, se o São Paulo passa a igualar-se aos nossos rivais Corinthians e Palmeiras em relação a ditadores, não nos igualamos a eles em relação a mobilização de nossa torcida, pois estamos cientes do mal que o tal golpe do Sr. Juvenal Juvêncio estará causando ao clube. Além disso mostramos aos situacionistas descontentes e aos oposicionistas acomodados, que nós estamos aqui para mostrar nossa revolta e nossa preocupação com o futuro. Somos muito mais que os 240 conselheiros ou os 10 mil associados do clube que de alguma forma tem direito ao voto. Não temos esse direito, mas somos nós que consumimos produtos do São Paulo, que compramos PPV, que pagamos Sócio Torcedor, que vamos ao Morumbi apoiar o time e que sustentamos o São Paulo Futebol Clube financeiramente. Diante de tudo isso, convido você a participar dessa mobilização, pois unidos mostraremos nossa força. Reservei, junto com o pessoal da lista de discussão INSANA, um espaço para um blog da campanha. O endereço é o https://nemapaujuvenal.webnode.pt/, mas ainda estamos aguardando o texto que irá servir de cartão de visitas para a campanha e a atualização de outros posts. Pretendemos fazer uma faixa, enviar e-mails constantes para a imprensa sobre a mobilização, aglutinar apoios de sites e espaços tricolores na internet, entre outras ações. No e-mail nemapaujj@gmail.com, você poderá alistar-se para essa campanha e passará a receber informativos das atualizações do blog da campanha e próximos passos. Em abril acontecerão as eleições e depois de participar ativamente da eleição de 2002, ajudando exatamente esse grupo que está no poder, quero participar da eleição de 2011 não assinando o cheque em branco ao Juvenal, que os conselheiros estão assinando com sua covardia. Você vai assinar esse cheque ou vai fazer como eu e outros são paulinos descontentes? Por Fábio José Paulo (FAJOPA) - www.blogdosaopaulo.com.br
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